A classificação dramática da Argentina sobre o Egito por 3 a 2 reafirmou um padrão preocupante para Lionel Scaloni. Lionel Messi continua sendo o centro gravitacional da Albiceleste, mas a dependência do camisa 10 expõe uma fragilidade coletiva que pode custar caro nas fases finais. O craque do Inter de Miami, aos 39 anos, iniciou a reação com assistência para Cristian Romero e marcou o gol da igualdade antes da virada, mesmo após desperdiçar um pênalti.
Enquanto Messi brilha, a queda de rendimento de peças-chave do meio-campo é alarmante. Alexis Mac Allister e Rodrigo De Paul, fundamentais na campanha de 2022, não conseguiram reproduzir o mesmo nível neste Mundial. Mac Allister tem falhado em coberturas defensivas e perdas de posição, enquanto De Paul, após uma boa estreia contra a Argélia, despencou em produção nas rodadas seguintes.
Essa disparidade entre o brilho individual e a invisibilidade coletiva levanta sérias dúvidas sobre a sustentabilidade do time. A Argentina segue entre as favoritas ao título e está nas quartas de final, mas sua trajetória tem sido construída muito mais pela genialidade isolada de Messi do que pela força do conjunto. Se os problemas defensivos e a falta de protagonismo de seus parceiros continuarem, a dependência excessiva pode se tornar um calcanhar de Aquiles perigoso contra seleções mais taticamente organizadas.
Perguntas frequentes
Por que a Argentina depende tanto de Messi? Jogadores como Mac Allister e De Paul estão com rendimento abaixo do esperado, fazendo com que Messi assuma o protagonismo ofensivo e defensivo do time.
Como estão Mac Allister e De Paul na Copa? Ambos estão em fase irregular. Mac Allister falha em coberturas defensivas e De Paul perdeu impacto após uma boa estreia contra a Argélia.
